31ª etapa – Portomarín a Palas de Rei

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Vamos lá! Falta pouco para chegar ao fim da sua peregrinação! A etapa deste dia, entre Portomarín e Palas de Rei, tem quase 25 quilômetros. Uma boa caminhada que vai te deixar bem mais perto de Santiago de Compostela.

A distância até o fim do Caminho de Santiago agora só tem 2 dígitos! Mas não é porque você está quase chegando que as coisas ficam mais fáceis. Muito pelo contrário, a ansiedade de chegar logo misturada ao relevo da região podem deixar as coisas um pouco mais difíceis.

A dificuldade dessa etapa serão as subidas. Sim, muitas. Lembre que Portomarín fica ao lado do rio Minho. Para todos os lados há subidas. A parte boa é que na Galícia a paisagem ajuda, e muito!

Bem, vamos ver como será esse trecho que vai deixar você a apenas 68 quilômetros da Praça do Obradoiro, em Santiago de Compostela.

Se você tiver tempo, divida as etapas seguintes de forma a caminhar menos em cada dia (se conseguir segurar a ansiedade!). Assim você curtirá muito mais a bela região da Galícia.

Portomarín a Gonzar

Como já falei, a saída de Portomarín será uma subida. Não imediatamente, pois você está na parte alta da cidade e precisará descer para cruzar o rio.

Você verá uma ponte velha que está interditada. Não invente moda, vá pelo caminho certo, pela ponte “nova”, asfaltada. Para que correr riscos agora? Para economizar pouco mais de 100 metros?

A ponte interditada e ao fundo a outra ponte. Alguns peregrinos, como na foto, insistem em ir pela interditada, mesmo correndo riscos.

Depois da ponte, no km 1, já não tem mais asfalto e então você começará a subir. Agora sim, a subida será praticamente uma constante até o km 14. Calma, é uma subida tranquila, não lembra em nada os Pirineus ou a subida de O Cebreiro!

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O primeiro quilômetro será numa trilha entre as árvores. Ou seja, você estará protegido do sol. Dependendo da época do ano, será um lugar bem frio.

Ao chegar no km 2,2 você estará saindo do meio da floresta e a subida dá uma trégua por uns 500 metros.

Os primeiros quilômetros depois de Portomarín serão uma subida numa trilha de terra.

Seguindo ao lado da rodovia

No km 3 você chegará à Fábrica de Ladrilhos Portomarín, onde você atravessará a rodovia LU-633. Neste lugar você começa a caminhar em uma trilha ao lado da estrada. O bom é que o piso é bem melhor que o asfalto ou o concreto.

A subida aqui é bem mais leve que antes. Você seguirá pelo lado direito da estrada até o km 4,4, onde tem uma fábrica de fertilizantes. Você atravessará novamente para o outro lado da rodovia (muito cuidado!). Detalhe: o cheiro na região dessa fábrica não é dos mais agradáveis.

O terreno ao lado da rodovia é bem tranquilo. Difícil é aguentar o cheiro perto da fábrica de fertilizantes!

No km 4,8 você cruzará uma rua de asfalto e passará por trás de uma casa. É nesse ponto que a subida fica um pouco mais pesada novamente, por aproximadamente 500 metros.

Depois disso o relevo da uma aliviada, ficando quase plano por mais 1,2 quilômetro.

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Mais 500 metros de descida leve (até que enfim!) e começa outra subida, por mais 500 metros. Você estará passando ao lado de Gonzar. A não ser que pretenda dormir neste pueblo, não vale a pena entrar nele, continue seguindo as setas.

No km 8, na saída de Gonzar, terá um grande bar/lanchonete. Um ótimo lugar para fazer a primeira parada do dia, pois estará praticamente na metade da subida.

Foi bem puxado até aqui, se não quiser parar para descansar nesse lugar, recomendo que pare um pouco depois (em Castromaior, por exemplo).

Gonzar a O Hospital

Saindo de Gonzar você seguirá por uma trilha à esquerda, se afastando um pouco da rodovia. A partir daqui, sempre subida.

No km 9 você encontrará uma pequena estrada de asfalto que leva até Castromaior, no km 9,3. Nesse lugar terá outro bar onde você pode fazer o seu descanso.

Depois de Castromaior a subida será bem íngreme até você encontrar a rodovia LU-633 outra vez. Serão aproximadamente 600 metros.

A partir da hora que você encontrar a rodovia, andará ao lado dela. Mas preste atenção, pois você atravessará para o outro lado mas depois voltará, no km 11,2. Nesse ponto, ao voltar, a trilha se afasta da rodovia e começa uma pequena e leve descida até O Hospital, no km 11,7

Em O Hospital também tem bares onde você poderá descansar um pouco. Mas sinceramente, eu recomendo você fazer duas paradas no dia de hoje, não apenas uma. Por isso disse para fazer a primeira Gonzar, no km 8 (no primeiro terço do trecho).

O Hospital a Airexe

Saindo de Hospital você terá que atravessar a rodovia por um viaduto. Depois seguirá pelo lado esquerdo de outra estrada, que é (bem) menos movimentada. Use a trilha feita para os peregrinos!

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No km 13,1 você chegará a Ventas de Narón, um pequeno pueblo com dois bares. O último bar é também um albergue.

Bem ao lado deste albergue, na saída de Ventas de Narón, tem uma pequena capela onde os peregrinos tinham mania de bater o sino. Cortaram o cordão, que ficava do lado de fora da capela, para que parassem de incomodar o pessoal que mora e trabalha ali.

Sim, eu também toquei o sino da capela…

Poucos passos separam a capela de uma área de descanso que tem, além de uma fonte de água, churrasqueiras. Aproveite para trocar sua água por outra, fresquinha.

Quase 1 quilômetro depois e você começa, finalmente, a descer. No km 16,4 você chegará a Ligonde, onde tem um albergue.

Ligonde é um lugar com cerca de 800 metros de extensão. Na saída deste pueblo, no km 16,8, você pegará um atalho (bem sinalizado, feito para os peregrinos) à esquerda.

No fim desse atalho, que é uma descida íngreme e estreita de uns 100 metros, você volta para o asfalto e começa a subir. Uma subida pesada de quase 500 metros.

No meio dessa subida tem um bar muito bom, do lado direito (km 17). Esse é outro lugar que eu recomendo, pois já fui e gostei. Lugar novo, limpo e espaçoso.

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Pouco depois você chegará em Airexe, no km 17,3. Esse pequeno pueblo tem bar, albergues e fonte de água.

Airexe a A Brea

Bom, a partir daqui serão várias subidas e descidas, mas não vale a pena citar. Continuando sempre pelo asfalto você vai passar por Lestedo, uma pequena localidade no km 20. Não há nada ali além de algumas casas e um cemitério.

Pouco depois passará por Os Valos, no km 20,8. Também não há nada interessante nesse lugar.

Todo o trajeto será feito no duro asfalto e sem muita sombra até A Brea, no km 22, onde também tem um bar. É um bom local para descansar, caso queira, apesar de já estar perto de Palas de Rei.

A Brea a Palas de Rei

Passando por A Brea o caminho fica bem mais agradável, pois você caminhará um bom trecho pela sombra.

Será uma leve subida até o km 22,8 e, depois disso, descida. Bem leve, mas é uma descida!

Ao chegar no km 23,8 você estará em Os Chacotes. Um lugar onde tem albergues e o Centro de Saúde de Palas de Rei. Mas não se engane, você não chegou na cidade, ainda falta 1 quilômetro!

A descida será cada vez mais acentuada até chegar, finalmente, a Palas de Rei. Você passará pela igreja que tem, bem ao lado dela, um albergue. Recomendo este ao invés do público, pois é novo e melhor equipado. Ele fica a poucos metros do centro da cidade.

Igreja de Palas de Rei, onde tem um albergue novo (privado) bem ao lado.

Fique atento nessa cidade, pois é necessário (era, pode ter mudado) reservar o jantar caso vá a algum restaurante fora do albergue. Era o caso do restaurante A Forxa.

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Então não deixe para ir lá apenas na hora do jantar. Tome seu banho, arrume suas coisas e então vá ao restaurante se informar. Depois disso você descansa.

Aliás, recomendo que você descanse muito para a próxima etapa. Será uma das mais cansativas dos últimos 100 quilômetros. Isso se você não alterar a programação e dividi-la em duas partes, claro.

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