30ª etapa – Sarria a Portomarín

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A etapa entre Sarria e Portomarín tem pouco mais de 22 quilômetros, mas é um tanto cansativa devido ao relevo um pouco acidentado.

Nos primeiros 3 quilômetros vai ter um trecho com uma subida bem forte, e depois há muitas subidas e descidas. O que ajuda é que o trajeto é bonito, sem grandes rodovias ao lado.

Uma opção é deixar a primeira grande subida para a etapa anterior, passando um pouco de Sarria. Assim você divide um pouco a dificuldade.

Agora você está quase chegando a Santiago de Compostela. Faltam poucas etapas. Cuide-se e curta cada minuto. O destino deste dia – Portomarín – é um lugar muito bonito, você vai gostar!

Sarria a Vilei

Para sair de Sarria você seguirá subindo a Rúa Maior até o fim dela. O que marca o fim dessa rua é a Igreja de São Salvador, pois depois dela a rua muda de nome. Fique tranquilo, terá boa sinalização para você virar à direita e entrar na rua ao lado da igreja.

Você passará pela prisão preventiva e logo em seguida terá um mirante com uma bela vista da cidade. Continuando sempre na mesma rua, você vai chegar no colégio La Merced. Bem na frente do colégio tem uma rua à esquerda, você deve seguir por ela, passando do lado do cemitério.

Foto do albergue Monastério de la Magdalena, Sarria, Galiza (Galícia)
O albergue Monastério de la Magdalena fica a poucos passos do Colégio La Merced (fora do Caminho de Santiago, mas bem perto!).

Você descerá essa rua até uma encruzilhada, onde terá uma sinalização do Caminho. Vire à direita neste ponto (a sinalização não era muito boa, por isso ressaltei a direção a seguir).

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Caminhe por mais alguns metros e encontrará uma pequena e estreita ponte de pedra, somente para pedestres. Siga por ela. A sinalização já estará melhor a partir de agora.

Pouco depois você caminhará ao lado da linha do trem por cerca de 200 metros.

A foto mostra um peregrino com capa de chuva, atravessando uma pequena ponte, entre Sarria e Vilei.
Pequena ponte antes da forte subida, a caminho de Vilei e Barbadelo.

No km 1,8 você vai passar por baixo de uma rodovia, cruzar a linha férrea (cuidado!) e em seguida virar à esquerda. Todo este trecho depois da ponte será feito em piso de terra e terá muitas árvores, proporcionando boa sombra.

Depois do km 2 você encontrará uma subida muito forte, por uns 600 metros, até onde acabam as árvores. O relevo dá uma aliviada por quase 500 metros e então começa outra subida, um pouco mais leve, até chegar em Vilei, no km 3,5. Nesse ponto você começa a caminhar no asfalto. Aí tem um bom albergue com bar e restaurante.

Foto noturna do albergue Casa Barbadelo, que fica ao lado do Caminho de Santiago
Uma opção é ficar em Barbadelo, pouco depois de Sarria. (foto do albergue Casa Barbadelo. Não confunda com o albergue público!)

Vilei a Peruscallo

Saindo de Vilei você caminha mais 700 metros e estará em Barbadelo, mais especificamente no albergue público da Xunta da Galícia de Barbadelo. Encontrará aí uma fonte de água. Aproveite para abastecer!

Esse albergue fica exatamente em uma bifurcação. O Caminho segue pela esquerda. Pela direita você vai sair no albergue A Casa De Carmen. Um bom albergue e pensão, que tem um espaço externo com uma linda vista. Na verdade os dois trajetos se encontram alguns metros depois (o da esquerda é mais curto).

No km 5 a subida alivia um pouco por uns 400 metros. Você passará por Rente, km 5,2 e pouco depois volta a subir, até o km 5,9, em Mercado da Serra, onde tem alguns bares.

A foto mostra o gado passeando numa estrada estreita, enquanto os peregrinos os aguardam passar.
Na Galiza (Galícia) é muito comum encontrar gado sendo levado pelos donos nas estradinhas, como nesta foto em Peruscallo.

Aí você atravessará a rodovia LU-P-5709. Apesar de não ser tão movimentada, muito cuidado sempre (não canso de avisar!). No km 6,55 você encontrará uma pequena área de descanso com fonte de água.

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Como já foi dito, muito sobe e desce nesse dia. Depois da rodovia terá aproximadamente 1,3 quilômetro de descida. Porém, você volta a subir logo depois.

Chegando no km 7,8 você atravessa a rodovia LU-633, que é um pouco mais movimentada que as outras. Muito cuidado também! Continue em frente e chegará, no km 9, em Peruscallo. Neste lugar tem uma panaderia bem na entrada.

Foto de uma parede com a inscrição Casi (quase, em espanhol)
Aqui já é comum encontrar a inscrição Casi (quase) por todos os cantos, como um incentivo ao peregrino já cansado.

Fique atento, pois nessa localidade não há mais nenhum outro lugar para comer depois da panaderia. Sinceramente, eu prefiro continuar até a Casa Morgade (km 11,9), um bar, restaurante e pensão.

Peruscallo a As Rozas

Nada muda depois de Peruscallo. muito sobe e desce na mesma estradinha de asfalto. A diferença é que você vai passar por vários pequenos pueblos, uns praticamente grudados nos outros. Na sequência: Cortiñas, km 9,9, Lavandeira, km 10,2 e Casal, km 10,4.

Depois de Casal você anda em uma pequena trilha por quase um quilômetro, até encontrar o asfalto novamente em A Brea, no km 11,35. Entre A Brea e Morgade, km 11,9, você encontrará o marco dos 100 quilômetros faltantes para Santiago de Compostela.

A Casa Morgade é o lugar onde sempre paro para fazer um lanche, descansar um pouco e trocar minhas meias. O lugar e o atendimento são bons, principalmente depois que ampliaram o espaço para colocar mais mesas.

Ao passar por Morgade o piso muda, deixa de ser asfalto para ser terra batida, muito melhor para caminhar. Aproveite, pois no km 13, ao chegar em Ferreiros, volta a ser asfalto.

foto de uma bela vista com muito verde, um pouco depois de Morgade, no Caminho de Santiago
Foto da vista pouco depois da Casa Morgade.

No km 13,3 vai ter um bar e várias estradinhas, portanto, preste bastante atenção à sinalização. Em seguida terá uma boa descida até Miralos, no km 13,6. Neste lugar tem outro bar e, em frente ao bar, a Igreja de Santa Maria de Ferreiros. O interessante é que a entrada da igreja fica dentro do cemitério.

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Logo em seguida você vai passar por A Pena, no km 14,1 e chegará em As Rozas no km 14,8. Não há nada neste lugar, você vai passar direto por ele e talvez nem perceba.

As Rozas a Vilachá

Pouco depois de sair de As Rozas, no km 15, você deixará novamente o asfalto para trás. Pouco mais 600 metros para a frente e começa a grande descida até Portomarín. Isso, obviamente, não quer dizer que você só encontrará descidas. Existirão subidas também, mas poucas.

Chegando ao km 16,2 você encontrará o asfalto outra vez, em Moimentos, por apenas 200 metros. A descida forte continua e você passará por Mercadoiro, km 16,7, e Moutrás, km 16,9, onde volta a ter asfalto.

foto de um riacho bem ao lado do caminho de pedra por onde o peregrino deve passar.
Em alguns trechos encontrará um pequeno riacho bem ao lado do caminho.

Depois de Moutrás você enfrentará uma forte subida até o km 17.5, lugar onde relevo alivia um pouco. Porém você só começa a descer novamente no km 17,8. No km 18 você sai outra vez do asfalto seguindo por uma trilha até A Parrocha, no km 18,5.

Saindo de A Parrocha você pega o asfalto por mais 200 metros, e volta ao piso de terra batida. Segue assim até o km 19,8, em Vilachá.

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Saindo de Vilachá, no km 20, o asfalto será seu companheiro até Portomarín. Aliás, Vilachá é o último pueblo antes do destino do dia.

Vilachá a Portomarín

Depois de Vilachá o trajeto será praticamente só descida. As subidas são insignificantes. Você encontrará algumas áreas de sombra, mas não muitas. No km 21,1 chegará à rodovia LU-613, onde caminhará por pouco mais de 300 metros.

Estará então na ponte de Portomarín. Serão aproximadamente 300 metros de ponte. Se você tem problemas com altura, sentirá um pouco de vertigem. Apesar de muito segura, dá para ver que a ponte é bem alta.

A foto, tirada da parte de cima da escadaria, mostra a escadaria e a ponte da chegada em Portomarín.
A foto, tirada do alto da escadaria da chegada em Portomarín, mostra a ponte que o peregrino precisa atravessar.

Depois da ponte você estará aos pés de uma escadaria, como não podia deixar de ser. Siga a sinalização por mais quase 500 metros e chegará ao albergue público (se esta for a sua escolha).

Portomarín

Portomarín é uma cidade bonita, bem ao lado do grande lago formado pelo rio Miño. Na verdade, o lago é resultado da inundação causada pela represa construída alguns quilômetros abaixo.

foto da igreja de pedra de Portomarín, conhecida como igreja de São João ou de Sán Nicolás.
Igreja de São João de Portomarín, também conhecida como Igreja de San Nicolás, foi movida pedra por pedra para a parte alta da cidade.

A cidade ficava onde hoje existe o lago. Ela foi transferida para uma área mais alta por causa da construção da barragem. A igreja de Sán Nicolás (também conhecida como igreja de São João) foi levada da parte antiga para a parte mais alta, pedra a pedra. Ainda é possível ver nas pedras a numeração utilizada para a transposição.

Nesta pequena cidade você encontra (quase) tudo o que precisa. Tem pequenos mercados, pensões, albergues e vários restaurantes. Aproveite a calmaria desse lugar para descansar para a próxima etapa, que não será das mais fáceis, apesar da curta distância.

Mas, como você vai ver escrito em vários lugares: ânimo! Falta pouco! Curta cada pedacinho!

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